Independência do Brasil na Educação Infantil e Ensino Fundamental: como trabalhar o 7 de Setembro
O 7 de Setembro é uma das principais datas históricas do calendário brasileiro e pode proporcionar momentos importantes de aprendizagem na escola. Mais do que apresentar símbolos nacionais ou contar o episódio conhecido como Grito do Ipiranga, trabalhar a Independência do Brasil na Educação Infantil e no Ensino Fundamental é uma oportunidade para abordar história, identidade, cidadania, leitura, escrita e reflexão de maneira adequada à idade dos alunos.
Para que esse trabalho seja realmente significativo, porém, é importante adaptar as propostas para cada etapa escolar. Uma criança da Educação Infantil não precisa aprender os mesmos conceitos históricos de um aluno do 5º ano. Conforme avançam na escolaridade, os estudantes podem ampliar gradualmente a compreensão sobre o processo de Independência do Brasil.
Neste artigo, apresentamos algumas possibilidades para trabalhar o 7 de Setembro na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano.
Como explicar a Independência do Brasil para as crianças?
A Independência do Brasil não precisa ser apresentada inicialmente por meio de textos longos, datas e nomes difíceis de memorizar. Com as crianças menores, o professor pode explicar que, há muito tempo, o Brasil era uma colônia de Portugal e muitas decisões importantes sobre o nosso território eram tomadas pelos portugueses.
Ao longo do tempo, diferentes acontecimentos provocaram mudanças nessa relação. No dia 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro protagonizou um dos episódios que se tornariam símbolos do processo de Independência.
É importante mostrar gradativamente aos alunos que a Independência não aconteceu de maneira instantânea em um único momento. O 7 de Setembro tornou-se uma data simbólica de um processo histórico mais amplo. Essa diferença pode ser explorada principalmente com as crianças maiores.
Como trabalhar o 7 de Setembro na Educação Infantil?
Na Educação Infantil, o objetivo não deve ser fazer a criança memorizar acontecimentos históricos complexos.
O tema pode ser utilizado para desenvolver habilidades relacionadas à observação, oralidade, coordenação motora, percepção de cores, desenho e reconhecimento de elementos presentes em nosso cotidiano.
Uma possibilidade é começar apresentando a Bandeira do Brasil e conversar com as crianças:
Quais cores aparecem na bandeira?
Onde vocês já viram a Bandeira do Brasil?
Qual é o nome do nosso país?
Depois da conversa, podem ser realizadas atividades de pintura, desenho, identificação de cores, sequências, traçados e reconhecimento da palavra BRASIL.
O professor também pode propor que cada criança desenhe algo de que gosta no Brasil. Essa atividade permite trabalhar pertencimento de maneira muito mais próxima da realidade infantil.
Atividades de 7 de Setembro para o 1º e 2º ano
No 1º e 2º ano, o tema pode ser associado ao processo de alfabetização.
Palavras relacionadas à Independência do Brasil oferecem diversas possibilidades:
BRASIL – BANDEIRA – INDEPENDÊNCIA – SETEMBRO – VERDE – AMARELO
Os alunos podem contar sílabas, reorganizar sílabas embaralhadas, formar palavras e realizar pequenas atividades de leitura e escrita.
Também é possível apresentar um texto curto, em linguagem simples, explicando que o Brasil foi colônia de Portugal e que o dia 7 de setembro de 1822 ficou marcado na história brasileira.
Uma ilustração de Dom Pedro às margens do Ipiranga pode acompanhar o texto. Além de tornar o conteúdo mais atrativo, o desenho pode ser utilizado como atividade de pintura.
Dessa maneira, o professor consegue integrar História e alfabetização em uma mesma proposta.
Independência do Brasil no 3º e 4º ano
No 3º e 4º ano, os alunos já podem avançar na compreensão histórica.O professor pode apresentar acontecimentos anteriores ao 7 de Setembro e mostrar que a Independência fez parte de um processo.
Entre os assuntos que podem aparecer estão a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808; o retorno de Dom João VI a Portugal; a permanência de Dom Pedro no Brasil; as pressões políticas daquele período; e os acontecimentos de 7 de setembro de 1822.
Depois da leitura, os estudantes podem responder questões de compreensão e interpretação.Outra proposta interessante é utilizar uma linha do tempo. Os alunos precisam organizar diferentes acontecimentos em ordem cronológica, percebendo que fatos históricos possuem relações entre si.
Também podem ser utilizadas questões de verdadeiro ou falso e perguntas reflexivas, como: O que significa ser independente?A pergunta aproxima o conceito histórico da realidade da criança e permite uma discussão sobre autonomia, responsabilidade e tomada de decisões.
Como trabalhar a Independência do Brasil 5º ano?
No 5º ano, é possível aprofundar ainda mais o assunto. Em vez de apresentar somente a narrativa tradicional do Grito do Ipiranga, o professor pode estimular os alunos a compreenderem causas e consequências. Uma atividade interessante consiste em apresentar diferentes fatos históricos e pedir aos estudantes que estabeleçam relações entre eles.
Por exemplo: Vinda da Família Real para o Brasil → abertura dos portos e mudanças na colônia.Pressão para Dom Pedro retornar a Portugal → mobilização para que permanecesse no Brasil.Processo de Independência → mudanças nas relações políticas entre Brasil e Portugal.
Esse tipo de atividade ajuda a criança a perceber que História não consiste apenas em decorar datas. Os acontecimentos estão relacionados e possuem causas, consequências e diferentes interpretações.
É importante ir além da Independência ou Morte
Durante muito tempo, o ensino do 7 de Setembro esteve bastante associado à imagem de Dom Pedro levantando uma espada às margens do Ipiranga.Essa representação faz parte da memória construída sobre a Independência, mas pode ser utilizada como ponto de partida para uma aprendizagem mais ampla.
Com os alunos maiores, o professor pode perguntar: Será que um país se torna independente por causa de apenas uma pessoa?A Independência aconteceu realmente em apenas um dia? Todas as pessoas que viviam no Brasil participaram desse processo da mesma maneira?
Essas perguntas ajudam a desenvolver uma compreensão histórica progressivamente mais crítica, sem deixar o conteúdo excessivamente complexo para os anos iniciais.
Trabalhando cidadania junto com o 7 de Setembro
O tema também pode abrir espaço para conversar sobre o Brasil atual.Depois de conhecer um pouco da história da Independência, os alunos podem refletir: O que podemos fazer para melhorar o lugar onde vivemos?
As respostas podem envolver atitudes simples e próximas da realidade das crianças: cuidar da escola, respeitar as pessoas, preservar os espaços públicos, proteger a natureza e cumprir responsabilidades.Assim, o 7 de Setembro deixa de ser somente uma data do passado e passa a estimular reflexões sobre cidadania e participação na sociedade.
Atividades sobre a Independência do Brasil para imprimir
O tema também pode abrir espaço para conversar sobre o Brasil atual. Depois de conhecer um pouco da história da Independência, os alunos podem refletir: O que podemos fazer para melhorar o lugar onde vivemos?
As respostas podem envolver atitudes simples e próximas da realidade das crianças: cuidar da escola, respeitar as pessoas, preservar os espaços públicos, proteger a natureza e cumprir responsabilidades.
Assim, o 7 de Setembro deixa de ser somente uma data do passado e passa a estimular reflexões sobre cidadania e participação na sociedade.
Para acessar o PDF gratuito com as atividades de 7 de Setembro preencha o formulário abaixo!
Conclusão
Trabalhar a Independência do Brasil na Educação Infantil e no Ensino Fundamental pode ir muito além de pintar a Bandeira do Brasil ou memorizar que a Independência aconteceu em 7 de setembro de 1822.
Quando as propostas respeitam a idade dos estudantes, a mesma temática pode acompanhar diferentes etapas da aprendizagem. Na Educação Infantil, predominam experiências visuais, oralidade e coordenação motora. No 1º e 2º ano, o tema pode contribuir para a alfabetização. No 3º e 4º ano, começam a aparecer relações entre acontecimentos e organização temporal.
Já no 5º ano, os estudantes podem refletir sobre causas, consequências e diferentes aspectos do processo histórico.Dessa forma, uma importante data do calendário brasileiro transforma-se em uma oportunidade para ler, escrever, pensar, conhecer a história e refletir sobre cidadania.
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